Marcado: Futebol Candango

Empates, empates, empates… Resumo da terceira rodada do Candangão 2016

Marquinhos comemora o gol de empate do Paracatu diante do Sobradinho.

Nada menos que quatro dos seis jogos da terceira rodada terminaram empatados, sendo três deles com um gol para cada lado. Bom para Gama e Luziânia que puderam se isolar um pouco do restante da tabela e ruim para Cruzeiro e Formosa que perderam para os dois primeiros e caíram posições na tabela.

O Brasiliense, que era o líder na segunda rodada, empatou com o Atlético Taguatinga num jogo em que esteve à frente no placar duas vezes (Felipe Assis e Matheuzinho), mas duas vezes cedeu o empate logo depois (Adauto e Lucas Paiva). O jogo mostrou que o Jaguar ainda vai dar trabalho no campeonato, prova disso foi a pressão feita no primeiro tempo em cima do Jacaré, que pode ter problemas quando pegar adversários mais bem qualificados (como os ponteiros da tabela) ao longo do campeonato.

Outro que era favorito e está tendo dificuldades na tabela é o Brasília, que viu o Santa Maria abrir o placar com Maycon mas logo depois conseguiu o pênalti (convertido por Giba) que lhe permitiu empatar a partida. Foi o jogo de estreia do técnico Julinho Camargo, que ainda terá tempo de implementar seu trabalho com vistas a ajustar o time de modo que permita confirmar seu status de favoritismo. Por outro lado a Águia Grená vai dando mostras de recuperação após a goleada na estreia e pode beliscar aí uma das últimas vagas para a fase seguinte.

No dia anterior a estes dois jogos houve mais três que movimentaram o campeonato. No Augustinho Lima o Sobradinho recebeu o Paracatu, num jogo truncado no primeiro tempo, mas que foi mais aberto no segundo. Edicarlos abriu o placar de pênalti no início e Marquinhos empatou, também de pênalti, próximo ao final da partida. Tanto Sobradinho como Paracatu, como times ainda em formação, têm suas qualidades, mas ainda faltam entrosamento e um pouco mais de ousadia para almejar algo mais na competição.

Panorama parecido aconteceu no Abadião onde o Ceilândia dominou o jogo contra o Planaltina, mas não saiu com os três pontos. Filipe Cirne abriu o placar cobrando pênalti, mas acabou cedendo o empate no fim com o gol de Quarentinha. Aparentemente o Ceilândia tem bola para ir longe na competição, mas precisa aprimorar a finalização para evitar sustos e tropeços como o ocorrido no último sábado.

A primeira das duas vitórias ocorreu no sábado no Serra do Lago. O Luziânia abriu o placar com Aldo, viu o Formosa empatar com gol de Amaral e desempatou com Tatuí fazendo o tento que assegurou a vitória e a liderança momentânea, além de manter o 100% de aproveitamento. O Azulino não só dominou a partida como mostrou que tem peças de reposição que garantem a manutenção do bom futebol no segundo tempo, o que é essencial para matar a partida diante de adversários que mostram sinais de desgaste na etapa final.

Mas veio o dia seguinte e o Gama assegurou a vitória diante do Cruzeiro e se igualou em pontos com o Luziânia, mas assumiu a ponta por conta do saldo de gols (6 contra 3). O grande nome do jogo foi Rafael Grampola: o atacante fez os dois gols da partida e se isolou na artilharia do campeonato, caindo nas graças da torcida. A tarefa alviverde não foi das mais difíceis, pois o Carcará além de ter tido poucas oportunidades ainda teve um jogador expulso.

Passadas as três primeiras rodadas os times já tiveram a oportunidade de mostrar suas armas iniciais e goram se voltam para confrontos mais encarniçados. Já na quarta rodada tem o clássico entre Ceilândia e Brasiliense e o derby entre Gama e Brasília. Serão certamente os primeiros grandes desafios dos ponteiros da tabela e serão decisivos para definir quem terá vantagem no decorrer do campeonato.

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Retrospectiva 2014: O Candangão das chuteiras e do novo campeão

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Que me perdoem aqueles que querem um futebol do DF cada vez mais valorizado, mas não tem como iniciar uma retrospectiva do que aconteceu nos gramados da capital sem citar seu episódio inaugural: o sumiço das chuteiras dos jogadores do Formosa justo na primeira partida do Candangão 2014, no dia 18 de janeiro diante do Brasília no Serejão. Nos momentos em que deveria estar sendo disputada a partida todos se questionavam o que havia acontecido com o ônibus do time goiano, cujo sumiço fez com que os jogadores, além de ficar sem seus calçados, tivessem que se locomover pro estádio de táxi. Passado o tempo limite para o clube se apresentar em campo o juiz deu a vitória ao Colorado por W.O.

Depois descobriu-se que o próprio motorista tinha sido responsável pelo sumiço do ônibus, com direito a coletiva de delegado para esclarecer o caso e tudo mais. Certo é que esse caso de polícia, além de contribuir para tumultuar a tabela do campeonato, deu uma amostra de quão conturbado seria o primeiro semestre dos clubes do Distrito Federal.

A princípio tudo foi correndo na mais santa paz, e logo de cara um time começou a se destacar na tabela: o Luziânia. O Azulino começou avassalador com uma sequência de 100% que logo o credenciou como um dos favoritos para o título. Os times tradicionais fizeram o que se esperava deles, Gama, Brasiliense, Brasília, Sobradinho e Ceilândia garantiram suas classificações sem maiores atropelos.

Chamou a atenção também a campanha do Santa Maria, que com uma campanha honesta garantiu a oitava posição na tabela, espantando qualquer ideia de que a Águia pudesse ir mal no campeonato por ter sido composto por jogadores do Gama no ano anterior. Na fase seguinte foi inevitável que sucumbisse diante do Luziânia.

Fica como nota negativa o rebaixamento da “dupla do rock” Legião e Capital, os dois rebaixados para a segunda divisão de 2015. Do Legião pouco pode se falar diante da campanha sofrível que teve no certame, porém o Capital investiu em estrutura e no papel tinha um elenco que prometia ir bem no campeonato, inclusive contando com a presença de Iranildo, em campo ficou devendo e acabou rebaixado junto com o Leão.

Tudo prometia correr bem em 2014 se não fosse uma coisinha que pegou todos de surpresa: a boa campanha dos representantes do Distrito Federal na Copa Verde – Brasiliense e Brasília – obrigou a Federação Brasiliense de Futebol a adiar diversas rodadas que contasse com a presença dos dois clubes, e complicou inclusive a achar uma data para remarcar o jogo das chuteiras (Brasília x Formosa) após decisão favorável ao Tsunami.

Aos trancos e barrancos a primeira fase foi encerrada e, por conta dos adiamentos provocados pela Copa Verde a FBF divulgou um cronograma de jogos que previa um intervalo de tempo de apenas dois dias entre as partidas dos mata-matas decisivos. Isso atingiu em cheio o Unaí/Paracatu, que estava mandando seus jogos no Estádio Frei Norberto, a mais de 200 km de Brasília.

Faltando 24h para o confronto entre Brasiliense x Unaí/Paracatu, a FBF anunciou a mudança do local de jogo para o estádio Serra do Lago, campo do Luziânia. Sem tempo hábil para preparar a logística da viagem o tricolor não compareceu ao compromisso e, naquele momento, a federação se deparava com outro W.O., e desta vez as consequências seriam terríveis.

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Um segundo jogo, no Serejão, chegou a ser disputado (terminando em 1 a 0 para o Jacaré), e os demais confrontos correram normalmente – passando Luziânia, Brasília e Sobradinho para a fase seguinte – porém o TJD/DF anulou o W.O. do jogo do Serra do Lago e por conseguinte a vitória amarela no Serejão. Como Brasília e Brasiliense acabaram por se encontrar na semifinal da Copa Verde o certame local ficou sem datas para se remarcar as partidas a curto prazo, paralisando o campeonato.

Os dois clubes só voltariam a se enfrentar duas semanas depois, e seus adversários acabariam ficando quase um mês parados sem jogar.

Quando as semifinais finalmente foram disputadas os torcedores foram brindados com dois embates emocionantes. O Luziânia se classificou diante do Sobradinho após um empate renhido no Augistinho Lima em 0 a 0 e decidiu no Serra do Lago abrindo o placar no primeiro tempo e fazendo um gol contra nos acréscimos do segundo pra deixar todos no estádio apreensivos.

E emoção mesmo veio do confronto entre Brasília e Brasiliense, partida que tinha como tempero a classificação colorada em cima do rival na Copa Verde. No primeiro jogo vitória vermelha por 1 a 0. Já no segundo muita gente enfartou, o Jacaré vencia por 2 a 1 até os 48 do segundo tempo quando um pênalti foi assinalado na área amarela. Clécio converteu e levou o time do avião para a decisão no Mané Garrincha.

O estádio que em pouco menos de um mês receberia partidas oficiais da Copa do Mundo de 2014 preparou uma festa para os dois finalistas. Do lado azul a empolgação de uma cidade inteira que via a grande chance de seu representante levantar sua primeira taça, do outro torcedores órfãos de grandes conquistas que vinham embalados na onda da vitória da Copa Verde e no meio o sorteio de um carro 0km incentivar a galera.

Brasilia, DF, Brasil, . (Foto: Andre Borges/ ComCopa)

Foi preciso poucos minutos para que um furacão azulino varresse o avião vermelho do mapa com três gols logo no primeiro tempo da primeira partida. O Colorado até conseguiu fazer a mesma quantidade de gols ao longo dos 180 minutos. Foi pouco. A vantagem – e a taça – eram merecidamente goianas.

Há muito tempo um título do Campeonato Brasiliense de Futebol não era tão festejado, curiosamente a população que festejou junto com seus heróis do relvado não era brasiliense, mas a lição de organização e de como cativar uma torcida eram sim para os brasilienses.

Desafio das Torcidas 2013: porque correr por Brasília

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O site Corredor de Rua anunciou o início das inscrições para participar do Desafio das Torcidas 2013.

O evento está marcado para o dia 28 de abril e terá largada às 8h. Será a terceira edição do evento e para este ano haverão duas opções de percurso: 5km e 10km.

Para quem não conhece o Desafio: a prova consiste em uma corrida de rua nos moldes convencionais com um grande diferencial – os participantes correm defendendo as cores de seu time de futebol do coração, usando para isso a camiseta do time no dia da prova.

Há também uma competição por equipes: os clubes que atingirem uma quantidade mínima de participantes estipulada pela direção da prova disputarão o prêmio de Campeão do Desafio, para tal serão somados os pontos dos corredores de cada equipe correspondentes à classificação geral.

Para equilibrar a disputa (pois times com muitos torcedores levavam vantagem na pontuação) foi criado o que os organizadores chamam de “Os 11 convocados”. Consiste na seguinte sistemática:

  1. Para participar do Desafio das Torcidas, o time deve ter pelo menos 25 inscritos, e entre esses deve haver pelo menos cinco mulheres;
  2. Haverá um sorteio no dia 25/04 (quinta-feira anterior ao evento), às 11h (hora de Brasília) para escolher 11 torcedores (os “convocados”) e mais 4 reservas. Estes serão os responsáveis por somar a pontuação necessária para ser o campeão do Desafio das Torcidas 2013.
  3. Os atletas correrão OBRIGATÓRIAMENTE o percurso de 5km. Caso algum deles esteja inscrito nos 10km, terão sua inscrição alterada para o percurso menor.
  4. Os atletas convocados largarão numa espécie de pelotão de elite. Além disso, receberão números personalizados e uma camiseta alusiva. Se forem campeões, receberão troféus especiais.

As inscrições podem ser feitas no site (http://www.desafiodastorcidas.com.br) ou na loja Pro Corrida (Terraço Shopping, térreo – próximo às Lojas Americanas). A taxa de inscrição é de R$ 35,00 (kit básico) ou R$ 55,00 (kit básico + camiseta do evento). Inscrições feitas na loja tem desconto de R$ 5,00.

E onde entra o Futebol Candango nesta história?

Como falamos acima, há clubes que contam com tantos representantes que acabavam levando vantagem sobre os demais, principalmente os clubes cariocas. Por conta disso que se criou “Os 11 convocados”.

E em um evento que estarão presentes apaixonados por futebol de todo o DF surge a melhor oportunidade de aqueles que curtem o futebol local vestirem e mostrarem para todo mundo as cores do time que torce ou simpatiza na cidade. Afinal de contas, pra defender Flamengos e Botafogos já vai haver muita gente – ano passado participaram quase mil corredores defendendo 20 clubes.

Por isso o Futebol Candango irá apoiar pessoas dispostas a participar da corrida e que queiram competir por Brasiliense, Gama, Brasília, Ceilândia, Sobradinho, Luziânia, entre outros. O apoio será dado na forma de reunir aqueles que queiram montar equipes dos clubes do DF por meio de troca de contatos e informar locais de venda das camisas dos clubes para que os torcedores possam correr devidamente paramentados.

Somos realistas e sabemos que será muito difícil reunir torcedores suficientes para montar equipes para competir no desafio por times, apesar de que seria muito gratificante se o conseguíssemos de pelo menos um clube. Então defendendo o lema do Barão de Coubertin de que “o importante é competir” queremos que esta ação sirva como uma demonstração de amor pela cidade, na expectativa de que os clubes candangos sejam mais valorizados por todos.

Caso queiram montar uma equipe deixem um recado nos comentários ou mandem um e-mail para candangofutebol@gmail.com.

P.S.: Apesar do autor do texto torcer pelo Gama, o mesmo correrá defendendo o Brasília.